No Facebook, as pessoas criam uma página pessoal, como no Orkut, colocam suas fotos mais bonitas e com mais amigos para mostrar que é popular, como no Orkut, deixam seus perfis intelectuais e engraçados, como no Orkut, mandam recados para seus amigos e recebe-os de volta, como no Orkut, e bisbilhota o que os outros colocam em suas páginas, como o Orkut. Mas, como sempre no capitalismo, o Orkut é "velho" e o Facebook é "novo". Logo, Facebook é legal. Mark Zuckerberg agradece.
A figura de 2010, os leitores aqui do Blog bem sabem, é Julian Assange, o líder do WikiLeaks.
Nos livros de história que os filhos de nossa geração vão ler, o capítulo sobre o início do século XXI vai contar os ataques terroristas de setembro de 2001, a guerra contra Afeganistão e Iraque movida por EUA e Inglaterra, os anos George W. Bush, a ascenção da China e da Índia, o surgimento do euro, Hugo Chávez na Venezuela, a crise econômica mundial e o papel do WikiLeaks na revelação de documentos que comprovavam a tortura de inocentes árabes por parte dos soldados americanos e os registros diplomáticos dos EUA, que culminaram, logo em janeiro de 2011, com a revolução tunisiana.
Ou alguém acha que vai estudar sobre Facebook e Amy Winehouse?
Give me a break, ladies and gentlemen.
Do Noteu*.


6 comentários:
Olá, João. Sempre leio o seu blog, mas acho que esse é meu primeiro comentário aqui.
Cuidado para não dar uma visão caricata do Facebook, que, como rede social, é infinitamente superior ao Orkut, tanto tecnicamente quanto pela chegada rápida dos early adopters, gente que deu um tom novo à troca de idéias na sua timeline, bem diferente da bisbilhotice rotineira do Orkut.
Não é porque Mark Zuckerberg é um canalha que deixa de ser um gênio.
E cuidado também para não desmerecer o trabalho dessa Grande Artista que continua sendo Amy Winehouse (enquanto sua carreira não for para o buraco).
Salve Marcus,
Cara, sobre o Facebook, entendo sua opinião. Eu mesmo tenho minha página lá, mas, sinceramente, é mais uma rede social como qualquer outra, desde os chats dos anos 90, lembra? Todo mundo quer sair mais bonito e inteligente que a encomenda, com links geniais e tudo o mais.
Quando ele é usado como foi no Irã, em junho de 2009, e agora, na Tunísia, ótimo -- serve de ligação e informação para todos sobre o que está acontecendo. Mas, até aí, o Orkut também poderia fazer isso...
...E veja, eu não ganho nada defendendo Orkut. Aliás, não estou defendendo. A questão é que acho todo esse ufanismo em torno do Facebook um tanto exagerado. Mas enfim.
Sobre a Amy Winehouse, cara, não quis nunca desmerecê-la, apenas colocar pontos nos "is". A Amy é, hoje, o que os Rolling Stones eram nos anos 70, ou Rod Stewart, ou mesmo Queen -- guardadas todas as devidas proporções, é claro. A questão é que, a cada geração, surge um artista "super bacana", polêmico, estrangeiro, que vêm ao país e gera a maior comoção da mídia.
Eles são importantes? É claro que são. Eu mesmo sou apaixonado pelos artistas que citei aí em cima. Mas a questão do post era outra: o que vai ficar para a história? O noticiário sobre o Facebook, Amy Winehouse, Big Brother e outras futilidades, ou o WikiLeaks, que ajudou a desmoronar a maior potência econômica de nosso tempo (os EUA) e impulsionou uma revolução popular na Tunísia.
Comente sempre que quiser, Marcus, o espaço está aberto, meu caro!
Abração
Harry,
concordo contigo, o que entrará para a história não serão as ferramentas própriamente ditas, mas sim como foram utilizadas, redes sociais e a rede em geral são ferramentas que podem servir para articular qualquer coisa, infelizmente acabam majoritariamente servindo para futilidades seja o excesso de notícias que temos de fofocas, seja pelas bisbilhotices em ferramentas como o Orkut, Twitter e Facebook que acabaram nos dando uma possibilidade interessantíssima de nos conectar com pessoas de vários lugares para debater idéias e trocar informações, coisa que nos fóruns meio que já acontecia...
Quanto ao WikiLeaks e a Tunísia, sinceramente eu acho que foi muito mais um Francisco Ferdinando da vida do que o fato histórico em si, pelo que tenho lido de lá a situação destes 29 anos já vinha num crescente de insatisfação e a censura ao wikileaks e depois os documentos vazados foram apenas a gota d'água... E mais uma coisa que a Tunísia nos mostra é que revolução se faz na rua e não atrás das telas de LCD ;D
Oi João,
Faltou mencionar o governo Lula e a ascensão do Brasil como ator político internacional.
Um abraço!
Caro Villaverde, estou aqui mais uma vez! A minha opinião sobre essa história toda.
Eu vejo o Facebook com um potencial maravilhoso. Posso estar sendo muito otimista, mas eu acredito que o Facebook tem capacidade pra se tornar muito mais que uma "rede social". Pelo menos com o significado que conhecemos de "rede social".
Hoje em dia as rede sociais são muito limitadas, muito pouco aproveitadas. Ganhar dinheiro vendendo propaganda é dinheiro de pinga, perto do que isso pode se tornar.
Hoje em dia o Facebook serve para conectar pessoas. As pessoas falam sobre todos os tipos de futilidades através da ferramenta. São mais de 500 milhões de pessoas conectadas em uma única plataforma para debater, basicamente, futilidades e clicar em links de publicidade. Cada click é mais faturamento (isso ainda é pequeno)
Agora, o grande salto do Facebook deveria ser a criação de "perfis corporativos" no site e adesão de um sistema de pagamentos (teria que ser o mais seguro do mundo) ao Facebook. Dessa forma empresas pequenas e médias poderiam vender através do Facebook, utlizando vendedores conectados ao facebook para atender aos clientes 24/7.
Com um bom sistema de pagamentos incluido no site, o próximo passo seria incluir no site um método de pesquisa de produtos catalogados dentro dos "perfis corporativos" e a partir daí, fazer pesquisa de preços e contatos em tempo real com um ou mais vendedores de quaisquer lojas do mundo que estivessem conectados ao Facebook.
Ongs com perfis no facebook poderiam realizar camapnhas mundiais de arrecadação sem necessitar do direcionamento para outros sites (muitas vezes complicados e pouco confiáveis) e daí para as compras corporativas (entre pequenas e médias empresas principalmente) seria um pulo.
Cobrando por transação realizada, o sr. Zuckeberg teria ainda mais possibilidades de avnaçar nas frentes de venda de música, aplicativos, e uma infinidade de coisas que usuários não precisariam nem abrir uma nova aba do computador para pesquisar preços. Artistas independentes venderiam suas obras e comprariam seus materiais/instrumentos via facebook, conversando com outros artistas/vendedores/mentores/críticos e etc... tudo ao mesmo tempo, em um só site.
Posso ter exagerado nas minhas perspectivas, mas quando se tem uma carteira de 500 milhões de clientes, não existem limites para oferta de serviços.
O FAcebook pode ser a maior empresa de internet do mundo se começar a agregar serviços como o da Amazon, Ebay, Paypal, e etc..
Capacidade para eles é o que não falta.
Então esse cara seria lembrado, daqui a 50 anos, como o cara que convergiu todos os serviços da internet em uma só plataforma e livrou o mundo do google.
Abraço
Olá, João!
Visito sempre o seu blog. É um ótimo espaço.
Concordo com você de que há um ufanismo exagerado a cerca do Facebook. Até hoje me esforço para descobrir suas grandes "inovações", mas não passa de sinapses perdidas. É uma ferramenta melhorada, claro, mas Zuckerberg é apenas um excepcional profissional naquilo que faz... nem gênio acho que seja.
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