No dia 24 de março, estive em um seminário que comemorava os 15 anos do Plano Real, na sede da Fecomercio em São Paulo. No evento, estavam João Sayad - que formulou o Cruzado, o primeiro plano de combate à inflação - e três nomes diretamente ligados ao Real: Pedro Malan, Gustavo Franco e Fernando Henrique Cardoso.
Foi evento econômico, mas o cunho era todo político. FHC, em suas falas, aproveitou sempre para bater no atual governo, enquanto Malan martelava - disse umas quatro ou cinco vezes - sobre a herança que o governo anterior deixou à este, que se encerra no ano que vem.
Em determinado momento, na parte final, aberta às perguntas, Fernando Henrique falou que o governo Lula pratica a "cupinização" do Estado, aparelhando a máquina pública com indicações políticas.
Dias depois, explodiu o escândalo dos funcionários "fantasmas" no Congresso, especialmente no Senado Federal. E lá, no gabinete de Heráclito Fortes (DEM-PI), estava Luciana Cardoso, funcionária desde 2003 - por sete anos, portanto - recebendo R$ 7,6 mil mensais, sem nunca ter colocado o pé no Senado.
Luciana Cardoso, evidentemente, é filha de Fernando Henrique Cardoso.
O discurso da "cupinização" foi às fávas, como bem anotou, aliás, Josias de Souza, em seu blog.

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